Skip directly to content
(67) 3043-5538 | Rua 7 de Setembro 453, 79002-121 - Campo Grande - MS

Tratamento da esclerose múltipla pode permitir vida saudável a pacientes

21/09/2016 - 11:30

Uma tontura sem motivo, dormência nos braços e pernas ou um cansaço intenso são alguns dos sintomas da esclerose múltipla – uma doença que atinge o sistema nervoso central. Apesar de não ter cura, o tratamento pode permitir uma vida saudável para os pacientes.

Na esclerose múltipla, as células de defesa atacam o sistema nervoso central, provocando lesões no cérebro e na medula. A neurologista e professora Elizabeth Comini Frota escreveu um livro com outros 30 profissionais, e diz que ainda tem muita coisa pra ser descoberta sobre a doença.

“Nós ainda não sabemos exatamente as causas das doenças autoimunes. Elas são provocadas por alterações genéticas e alterações ambientais em conjunto. (...) Vírus, exposição solar, radiação solar o ambiente em que a pessoa vive desde criança tudo isso pode influenciar o sistema genético e fazer com que apareça o ambiente”, explica a neurologista.

De acordo com Elizabeth, há alguns sintomas bem característicos. “Distúrbio no equilíbrio que as vezes até parece uma labirintite no paciente jovem, pode ser sintoma da esclerose múltipla. Uma dormência no braço ou numa perna. Uma dificuldade uma sensação de peso na perna, imobilizado a perna dificultando o andar”, conta.

A Tatiane Guimarães da Silva teve uma dormência no pé que passou pra perna e o diagnóstico só veio cinco meses depois. Atualmente, ela é vice-presidente de uma associação de apoio aos pacientes. Quem vê a situação dela hoje nem imagina como já foi difícil. “Eu fiquei na cadeira de rodas, não consegui mais andar, fiquei internada e foi lá que eu tive a confirmação que eu tinha esclerose múltipla”, relata.

Agora, ela faz acompanhamento na Santa Casa, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o coordenador do serviço de neurologia do hospital, Antônio Pereira Gomes Neto, grande parte do tratamento dos pacientes é feito em casa, mas em alguns casos é preciso receber medicação na veia.

“Algumas vezes os pacientes pioram rapidamente de um dia pro outro, é o que a gente chama de surto da doença. Quando isso acontece eles precisam ser tratados rapidamente pra melhorar isso é aqui também que eles recebem essa medicação”, diz o coordenador do serviço de neurologia da Santa Casa.

“Hoje eu consigo viver tranquilamente. Convivo com a fadiga, né, mas a gente consegue chegar o mais perto do normal”, afirma Tatiana da Silva.